Tudo azul na estréia do manto celeste


Car@s nepessian@s e amig@s em geral,

Nem havia passado a ressaca proveniente das comemorações pela épica vitória na I Pelada Anual e fomos desafiados pelo valente Corvéia Real, uma nobre agremiação ICHFiana. Aproveitamos a ocasião para celebrar nossas vitórias fora de campo: a aprovação do nosso Yashin, Luiz Rojo, no concurso para professor do Departamento de Antropologia da UFF e a bolsa de Pós-Doutorado em Paris concedida ao canhotinha de ouro do time, Bernardo Buarque.
Antes do jogo, houve a entrega das camisas numeradas e nomeadas. A beleza e o esplendor do manto celeste impressionaram a todos. Os proto-historidores do Corvéia Real, entretanto, não tomaram conhecimento disso e vestidos de laranja deram muito trabalho ao N.A.F. A turma da Corvéia parecia estar com uma fome de bola milenar, faraônica. A marcação na saída de bola era forte e levou a muitos erros de passe, proporcionando contra-ataques perigosos aos rápidos e habilidosos atacantes do Corvéia, sobretudo o impetuoso Rafael, que foi o artilheiro da partida marcando quatro gols.
Faltando 20 minutos, o N.A.F. perdia de 4x2. Ademais estávamos sem a nossa técnica internacional, Simoni Lahud, que todavia enviou uma mensagem de estímulo à equipe***. Foi aí que o manto sagrado resolveu demonstrar seus poderes. O time literalmente renasceu e amontoou uma pirâmide de gols antes do fim da partida (nove!), virando o placar para um insofismável 13x7. Registre-se também o fato de que o N.A.F. viu estrear com suas cores dois de nossos fundadores, Andrade e Antonio, bem como duas grandes promessas de pesquisadores, João Gabriel Bellot e Carlus Augustus, ambos decisivos para a grande vitória.
Antes da já tradicional análise das atuações individuais, fica aqui o nosso agradecimento à agremiação do Corvéia Real pela tarde de futebol bem disputado e leal, que exigiu o máximo do N.A.F. e honrou a estréia do manto celeste.

NEPESS Amizade e Futebol

Antonio: Devido ao atraso inexplicável do nosso Yashin tropical, começou no gol, fazendo importantes defesas. Depois entrou no meio de campo e cumpriu boa atuação, com a raça de sempre, a despeito da ausência prolongada dos campos devido a contusão.

Luiz "Yashin" Rojo: Em ritmo de carnaval pela sua aprovação, comemorou madrugada adentro e chegou atrasado à peleja. Entrou frio na partida, mas logo voltou ao seu normal de defesas espetaculares como aquela bola alta que tirou com a pontinha dos dedos, demonstrando a elasticidade típica do aranha negra. Estava elegantíssimo com seu uniforme cinza claro, objeto de olhares lânguidos e apaixonados da sua namorada, presente ao prélio.

Alvito: O mesmo perna-de-pau de sempre, com tornozelo inchado então...

Andrade: De volta aos gramados depois de um longo inverno regado a muito chopp, entrou pouco tempo, insuficiente para que demonstrasse sua categoria.

Senos: O craque calçado com as sandálias da humildade e vestido com a camisa 5 (ele merecia o dobro) foi mais uma vez o motor do time, vindo buscar o jogo no meio-de-campo e municiando o ataque. Incansável, foi muito importante também na marcação, ajudando a conter o turbilhão de contra-ataques da Corvéia. O Senos merece o manto celeste.

Bellot: Uma estréia sensacional. Guardou a máscara em casa e jogou para o time: correu, marcou, mordeu. E sobretudo, driblou na hora certa, passou a bola generosa e inteligentemente e fez três belos gols. Formou uma bela dupla de meio-de-campo com Senos e tabelou muito bem com Cappelli, nem parecia seu primeiro jogo. Candidato ao motorádio e a uma bolsa de iniciação científica.

Heitor: O caçulinha do NEPESS botou pra quebrar com a camisa 8. Além da raça na marcação, tocou bem a bola e marcou duas vezes, uma delas em uma bola mamão-com-açúcar passada por Cappelli. Cresce a cada jogo. Se estudar bastante e passar no vestibular vai dar alegrias ao NEPESS por muito tempo.

Bernardo: Nosso canhotinha de ouro deu uma aula de posicionamento tático, sempre aberto pela esquerda a proporcionar uma saída de bola mesmo quando a Corvéia pressionava. Exibiu seu repertório habitual de toques de classe e passes incisivos, qualidades que despertaram a cobiça dos olheiros franceses. A pedidos, desferiu um petardo que balançou as redes adversárias, marcando seu primeiro gol pelo N.A.F. Esperaremos ansiosamente seu retorno da terra do croissant. Enquanto isso estaremos torcendo por ele, que vai ensinar aos gauleses como se pesquisa futebol.

Cappelli: Um monstro em campo. Percebendo uma certa debilidade defensiva do esquadrão nepessiano, recuou e impôs o respeito aos atacantes adversários, na bola e no corpo. O camisa 7 endiabrado ficou sensibilizado com o Natal e deu uma de Papai Noel, presenteando os atacantes do NEPESS com bolas açucaradas e caramelizadas. Envolveu a defesa inimiga com tabelinhas com Senos e Bellot. No ataque, a contundência habitual, três gols (faltam só 992!), inclusive o já clássico em que dribla toda a defesa, o goleiro, o bandeirinha e entra com bola e tudo. Teria mais a comentar, mas vou parar por aqui senão ele fica mascarado.

Carlus: Não é qualquer um que tem nome composto em latim: Carlus Augustus. Esse sim é um imperador da área, o Adriano é cavalo paraguaio perto dele. Estreou estufando as redes do Corvéia por três vezes em lances em que demonstrou rapidez, astúcia e muito oportunismo. Seu revezamento com Lugui enlouqueceu a defesa proto-histórica.

Lugui: Sacrificado pelo esquema tático, jogou fixo na área prendendo os zagueiros. Fez boas tabelinhas, mostrando também ter toque de bola. Busca incansavelmente o gol, com a mesma persistência com que lê Marx, Bourdieu e Chartier. Nosso CDF-artilheiro deixou o dele como sempre. Sua garra contamina o time. Indispensável.

Corvéia Real, Imperial e o escambau: Os bravos e aguerridos ichfianos deram uma canseira no NEPESS no primeiro tempo. Faltou-lhes conjunto e um pouco menos de individualismo. Destaque para o trio de atacantes Alberoni, Rafael e Artur, que deixou o seu. Pedro mostrou o espírito de luta habitual e fez um golzinho. Melo continua recebendo propostas para estudar o Harpastum ou o Epyskiros e vestir a camisa do NEPESS. Márcio jogou bem. O convidado João Paixão fechou o gol. Apesar da hybris de desafiar o incomparável esquadrão nepessiano, os rapazes do C.R.I. estão de parabéns pelo espírito esportivo com que aceitaram a inevitável derrota.

*** A mensagem enviada pela nossa técnica dizia o seguinte:
"Caros

vocês vão ter que se organizar sem técnico! Atenção: não corram todos ao mesmo tempo para a bola, não chutem as canelas uns dos outros (a não ser que seja em último caso, uma urgência epistemológica), mantenham minimamente suas posições (4-3-3 e não 1-9) e confiem no goleiro que tudo dará certo! Bom jogo a todos com ou sem chuva

Simoni"

A próxima peleja será no dia 9 de março, marcando a reabertura dos trabalhos do NEPESS em 2009. Até lá e um ótimo 2009 para todos, com muito samba, paz, saúde, alegria, pesquisa e futebol.

P.S. Leiam o convite colocado na postagem abaixo, uma chance para o NEPESS mostrar seu valor na terra do tango...
PPS: Deixem de ser avaros e coloquem um comentariozinho, o escriba agradece.

7 comentários:

Anônimo disse...

Já é mais do que hora de um comentário, que recoloque no seu devido lugar a apreciação do futebol de nosso querido Marcos "Gamarra" Alvito. Zagueiro de colocação precisa, de boa saída de bola, segurança para a defesa do NEPESS, além de auxiliar técnico na orientação sempre precisa das substituições, que garantem o fôlego do NEPESS.
Luiz Rojo

Leonardo disse...

Primeiramente, desejo mais uma vez os parabéns ao nosso time celeste do NEPESS, dizendo ainda que com a minha estréia, no dia 9 de março, será ainda mais difícil ganhar da gente.

Vascamente, gostaria de dar um feliz ano novo a todos os amigos que me proporcionaram um bom ano de 2008, afirmando que 2009 será ainda melhor.

Terceiramente, aviso que o ano que se inicia amanhã, será o ano dos tris do mengão. Tri estadual, pela quinta vez em sua história, e tri da copa do Brasil.


Abraços a todos.

carlus disse...

Realmente a partida foi sensacional e deixo apenas uma parabenização ao grupo todo que luto muito durante todo jogo!
abraços!

Gabriel disse...

Sinceramente, a minh atuação foi bastante facilitada pela presença de Senos, Capelli e Bernardo em campo. Jogar do lado de quem sabe é fácil demais. E aí o futebol flui e os adversários se desesperam.

E Alvito, gostei da parte de eu ser candidato à bolsa de iniciação...quanto ao motorádio. Fico com a moto e dou o rádio pro Leléo. Hehehehehehe.

Carolina disse...

N.A.F. honrando o manto que veste e encaçapando TREZE redondas na rede adversária! Excelente!

Aproveito também para deixar votos de um 2009 estonteante para todos do NEPESS, com muita alegria e fôlego para enfrentarmos os adversários que surgirão. A união faz a força e vasco-versa.

Finalmente, desejo que o Fla chute o encosto que viveu em 2008 para dar tudo de si em 2009, com raça, amor e paixão (óh meu Mengoo...).


Um beijo,
Carol

Marcos Alvito disse...

simonilahud to Marcos
show details 12:04 PM (1 hour ago)

Reply

Tentei colocar um comentário, mas não consegui, coloca lá pra mim!

Aí vai:

Parabéns à já invencível esquadra do NEPESS!!!! Parabéns também ao blogueiro Alvito que, além de aprender história e antropologia, aprendeu muitíssimo bem a retórica dos comentaristas esportivos. Está preparando uma nova carreira para a aposentadoria?

En passant, a figura do goleiro adorado pela amada rememorou imagem secular do futebol brasileiro: o grande Marcos Mendonça, com sua fita roxa (e não roja), o quindim das meninas endinheiradas das Laranjeiras.

Beijos a todos

Simoni


Comentário: Querida técnica, do jeito que vai a universidade pública, nunca se sabe...

filipesenos disse...

Maravilha total! Parabéns, povo!